Calumby de Nós

Por Marlene Calumby

Li certa vez que “o amor é casa sem muros”. Afirmo que o amor não sobrevive em silêncio. Inevitavelmente transborda em atos.

O trabalho que lhes apresento é ato de amor com ele perpétuo a memória de quem tanto amo e respeito, daquele que escolhi para formar par na minha tão “sonhada família”. Perpetuar a história de um homem simples que com humildade fez-se grande.

Sobremodo ofereço as minhas filhas Bianca e Liza, netos, razão e motivação do meu ainda viver. Também aos amigos que gentilmente se dispuseram a falar sobre Calumby, representando uma gama de tantos outros.

A Edson e Karine, produtores idealistas competentes, concretizaram o trabalho. A vocês gratidão e profundo afeto. O amor é a valorização do outro. Quem ama enaltece.

Calumby…

Se não estás junto de mim, cada canção, cada amanhecer, cada entardecer, tudo me traz tua lembrança, tudo me inunda de nostalgia. Então subitamente, voltas e me parece que alguém me fez o melhor dos presentes.

Se tentasse definir o significado especial que deste a minha vida não poderia fazê-lo. Portanto somente te direi “obrigada”… sei que compreenderás… para te amar com o fundo do meu coração.

Marlene Alves Calumby

Produção: Orange Thing

Direção: Edson Lima

Roteiro: Karine Gomes

Argumento: Marlene Calumby

Edição: Edson Lima

Por Bianca Calumby

Para o meu Pai…

Eu queria escrever alguma coisa sobre meu pai. Algo que demonstrasse o quanto ele era bom e importante.

O meu pai era humano, imperfeito. Mas sabia lidar tanto com suas imperfeições que nos parecia. Nosso ídolo. Um homem bom, de coração grande. Encho minha boca para, com orgulho, falar que ele possuía títulos de especialista e mestre em angiologia e cirurgia vascular. Único em Sergipe. Primeiro aluno a completar tese de mestrado na Escola Paulista de Medicina.

Mas ele não tinha pose. Era um homem simples. Apesar de acumular títulos, atendia a todos com a mesma boa vontade. Dedicava dois dias na semana para operar no hospital universitário, melhor dizendo, Hospital Dr. José Calumby Filho, no meu coração e por merecimento. Não ganhava nada a mais por isso. Na sua trajetória de excelente profissional, conquistou novos filhos e irmãos, os quais trouxemos para nossa família. Passou por vários cargos, tornou-se o melhor, sem perder sua simplicidade característica.

Esse era meu pai. Homem digno de ser imitado.

Pai, há um ano sua tão preciosa companhia nos foi retirada. Pensei que não iria suportar tamanha saudade. Mas, driblei-a, levando você sempre no pensamento e coração, para que, desse modo, nunca ficasse só.

Abraço e beijo seu retrato, na certeza de que está me abraçando e beijando também. Deus te proteja pai. Que você esteja num lugar tão bom e iluminado quanto você!

Com amor, Sua filha,

Bianca Bárbara Alves Calumby

Por Lisa Calumby

Calumby

Do meu pai herdei o senso de humor, as sobrancelhas e a vontade de conhecer o mundo. As características mais presents, o que eu mais me lembro sempre, säo o seu grande senso de humor e a sua bondade. Acho que qualquer pessoa que conviveu com ele vai concordar comigo.

O senso de humor era a sua marca registrada: quem näo se lembra das piadas, dad brincadeiras, da risadinha quando alguma gracinha vinha à mente! Até hoje eu dou risadas me lembrando. O senso de humor dele era sensacional. O meu marido é alemäo e eu faco o possível para internacionalizar o repertório do meu pai, traduzindo tudo da melhor forma possível. Posso garantir que as piadas dele continuam vivas por aqui!

A segunda característica sobre a qual eu quero falar é a sua bondade. Meu pai foi um homem bom, como poucos que eu conheci. Eu nunca me esqueco no seu enterro, quantas pessoas humildes vieram até nós, contar o que meu pai tinha feito para ajudá-los. A sua generosidade, o seu desprendimento, a sua disposicäo em ajudar a sua família, seus amigos e seus colegas, säo prova do coracäo enorme que ele tinha!

A gente só sente saudade do que é bom. Entäo, meus amigos, voces podem calcular o tamanho da minha saudade. Há vinte anos ele se foi, e ela simplesmente näo diminui. Meu pai era a maior alegria da minha vida. Ele morreu pouco depois de atravessarmos o espaco aéreo da Alemanha; quis o destino que justamente neste país, que foi o ultimo que ele visitou em sua vida, eu encontrasse a felicidade. Acredito que de onde ele estiver, ele está feliz por mim. O meu pai täo querido, täo amado, vai ser sempre uma luz na minha vida.

Liza Calumby